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Como calcular o Índice Geral de Preços do Mercado, IGPM?
07/03/18

O IGP-M não é apenas mais uma sigla complicada e nós vamos te provar! Saiba mais detalhes sobre esse índice de reajuste e como ele é calculado.

Se você acompanha o mercado imobiliário, ou qualquer notícia sobre o mercado financeiro, já deve ter escutado o termo índices de reajuste. Os índices de reajuste são formas que o mercado encontrou de calcular valores para cima ou para baixo, conforme a inflação anual e, em alguns casos, de outros períodos não anuais.

Em nossa matéria de hoje, vamos falar sobre um dos índices mais conhecidos, o IGP-M!

O que é o IGP-M?

IGP-M é a sigla usada para Índice Geral de Preços do Mercado, uma das variações do IGP – Índice Geral de Preços.

O índice é auferido mensalmente pela instituição privada FGV – Fundação Getúlio Vargas – que desde novembro de 1947 e responsável por registrar a inflação de preços que variam desde matérias primas da indústria ou agrícolas até bens e serviços do consumidor final, como aluguéis e carros.

O governo também possui seu próprio índice de mercado, o IPCA – Incide Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE. No entanto, existem algumas diferenças entre o IPCA e o IGP-M.

Em alguns casos, investidores acusam o IBGE de manipular as informações conforme o interesse do governo. Portanto, além de atuar independente do governo, o IGP-M está mais próximo do mercado, o que o torna um cálculo mais real e, portanto, preferido entre a maioria dos investidores.

Entre os preços avaliados a cada 30 dias pelo IGP-M estão itens como alimentos, vestimenta, transporte e quanto mais elevado o preço dos itens, mais o indicador do IGP-M sobe. Um IGP-M alto significa que o seu dinheiro não está valendo tanto assim.

Como calcular o IGP-M?

O cálculo do IGP-M surge a partir de outros três índices, sendo que o peso de cada um deles determina a porcentagem final do IGP-M:

1. 60% – IPA – Índice de Preços por Atacado

Esse índice monitora a indústria atacadista e antevê o impacto e valores dos preços no varejo.

2. 30% – IPC – Índice de Preços ao Consumidor

Esse índice avalia o comportamento dos preços nas áreas que impactam o poder de compra do consumidor, ou seja: alimentação, habitação, vestuário, educação, saúde, lazer e etc.

3. 10% – INCC – Índice Nacional de Custo de Construção

Por último, como o próprio nome sugere, o último índice e com menor peso no cálculo, avalia o custo para se construir uma habitação no Brasil, incluindo materiais e mão de obra especializada.

Com base nesses três pesos de cada um desses índices, a FGV calcula entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês atual as variações de cada preço, o que resulta no índice final.

O que é IGP-M acumulado?

Como citamos antes, o IGP-M é proveniente de um cálculo mensal. No entanto, a FGV também divulga o balanço anual do índice, o que chamamos de IGP-M acumulado.

Nada mais é do que a média calculada com base nos resultados dos 12 meses em que o índice foi calculado e divulgado. O índice é um cálculo de inflação, portanto um raio-x de como está a economia do país. Na prática, quando notamos um produto com valor mais alto no mercado, significa que o IGP-M do mês subiu.

Cada um desses aumentos são somados e se tornam uma referência única divulgada no final do ano. Entre 2006 e 2016, ano da última divulgação do IGP-M acumulado, o único ano em que o resultado foi negativo foi em 2009, onde o índice registrou queda de -1,71% nos preços. Já o índice mais alto foi registrado em 2015, uma porcentagem positiva de 10,54%.

O IGP-M acumulado de 2017 registrou uma queda de 0,50% nos preços, isso indica que o ano atingiu um índice de queda após quase dez anos. O último ano com registro de queda, como dito, havia sido 2009.

O IGP-M e o setor imobiliário

O IGP-M se tornou o principal indexador dos contratos de aluguel, tanto para imóveis residenciais como para comerciais. O índice corrige o valor dos aluguéis ou de parcelas de bens adquiridos (financiamentos, por exemplo), de acordo com a inflação.

Em 2016 o IGP-M fechou com média de 7,17%. Nesse caso, quem pagava um aluguel de R$1000,00, em 2017 vai arcar com um valor de R$1,071,70.

Se você não é tão bom com cálculos, existem várias calculadoras disponíveis na internet que podem ajudar na hora de descobrir qual o tamanho do aumento do seu contrato de aluguel ou da sua parcela.

Quem é afetado pelo IGP-M?

Não há uma única pessoa que não sofra diretamente o peso do IGP-M. Isso porque ele determina não só correção de aluguéis ou prestações, mas também é responsável por reajuste de tarifas públicas como energia elétrica e até planos de saúde.

Portanto, o IGP-M abrange 100% da população e não faz nenhum tipo de distinção em relação ao nível de renda ou classe social do indivíduo. A divulgação do índice é feita mensalmente pela FGV em seu próprio site, mas existem diversos outros portais que replicam a informação.


Fonte: ImovelWeb






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